Setembro verde: mês de conscientização sobre acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência

Estamos, enfim, em mais um mês de amplas divulgações de eventos e atividades sobre inclusão e acessibilidade. Setembro, no Brasil, é escolhido por muitos movimentos e organizações como símbolo de transformação, renascimento, cuidado e luta. O mesmo acontece com o nosso movimento.

O principal motivo é histórico. Em 1982, no I Encontro Nacional de Entidades de Pessoas com Deficiência, decidiu-se comemorar em 21 de setembro o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.

No mesmo dia da árvore e próximo da primavera, representa a vida e a busca incondicional pelo seu florescimento. Como é algo cíclico, como as estações do ano, é de se imaginar que nossa busca precisa ser constantemente reafirmada e conquistada constantemente.

Temos que pensar nos grandes avanços obtidos a duras penas nos últimos anos, como foi o caso da Convenção Internacional pelos Direitos das Pessoas com Deficiência. Ela foi finalizada em 2006 e em 2009 já estava na nossa legislação, com equiparação ao que está escrito na nossa constituição.

Ou da Lei Brasileira de Inclusão, com entrada em vigor em 2016. Sem contar nos avanços tecnológicos, nos serviços e produtos com foco no desenho universal e nas ajudas técnicas, para pessoas com deficiência – produtos infelizmente  nem sempre acessíveis financeiramente no Brasil, como o caso das impressoras e linhas braille.

Mas também temos desafios enormes na educação, no acesso ao mercado de trabalho e em outros âmbitos da vida. É só ver a nova Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada no final de agosto pelo IBGE. Temos mais de 17 milhões de pessoas com deficiência severa no país e quase um terço delas com idade de trabalhar fora da força de trabalho.

Que seja, assim como outros anos, motivo para celebrar, para divulgar novas iniciativas e ideias, mas também para pensar em como reduzir a desigualdade. Como permitir que pessoas com deficiência sejam respeitadas como consumidores, como cidadãos, como profissionais. E, acima de tudo, como pessoas.

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